Dos acordes de uma guitarra imaginária, os pensamentos de um guitarrista sem dedos para a tocar

segunda-feira

Está na altura de as secar

Cada individuo terá uma maneira de aclarar a mente. De entender o momento em que está envolvido. Comigo há várias. Uma cerveja sozinho em minha casa na cozinha ao escuro. Neste momento uma cerveja na minha casa na varanda com a luz do prédio ao fundo a piscar. Há um filme. Há uma música. Um trecho de um livro. Um livro inteiro. Há uma conversa com um amigo. Uma refeição à conversa com os meus pais. Um abraço da minha irmã. Quando os meus avós eram vivos, era passar lá dois dias. Por vezes chegava.

Habitualmente é uma música depois de um filme. Quando a decisão tem a ver com matérias afectivas e solitárias.  Hoje foi um filme do Clint Eastwood, e um pouco de Cannonball Adderley. Eu não passo sem Cannonball. É o música de jazz mais generoso na sua música. Dá sempre tudo, sem grandes ideias de grandeza, sem ego a interferir. É só jazz. É pela música. Isso ouve-se em cada nota que toca.

HOje foi esta:



2 comentários:

Pusinko disse...

Que bom voltar a encontrar-te passado tanto tempo!
Obrigada pelas palavras que deixaste lá há uns tempos, nunca tas agradeci mas gostei tanto de as ler. :)

Beijo

Miguel Bordalo disse...

PUsinko! Sem problema. Eu continuo a ler-te por sistema, com muito gosto.