Dos acordes de uma guitarra imaginária, os pensamentos de um guitarrista sem dedos para a tocar

quinta-feira

Uma casa



Estou a um passo da minha vida de voltar para uma casa que vai ser sempre a minha casa, mas que nunca será o meu espaço. Vai ser bom passar lá um mês. Mas também vai ser difícil, não ter um lugar, não ter um espaço, onde eu possa deitar-me no chão, e ouvir música onde eu quiser, como eu quiser, ao som que eu quiser, as vezes que eu quiser, sem ser interrompido. É uma boa interrupção, são os meus pais. Mas eu já vivo sozinho há quatro ou cinco anos. Vai ser engraçado.

E é essa a vida que eu escolho, de facto, é esse o meu futuro. Eu não quero viver sozinho. Quero viver com ela. E de facto com ela será o nosso espaço. E será o nosso lugar. E é isso que eu quero. E como eu quero...

3 comentários:

Anónimo disse...

E ela tem muita sorte!

Anónimo disse...

Podes sempre colocar na porta, Não Incomode, que ninguém nem a chata da tua mãe te incomoda.

Miguel Bordalo disse...

Eu estava a falar de mim. Não da minha mãe, nem do meu pai. Há coisas que eu não faço. Só e apenas isso.